Me pergunto, Criatura,
O que fazes contigo?
Este costume teu rasura,
A divina pintura,
Em barro seco,
Em terra dura,
Do ser diurno que teme a noite,
Que se esconde,
E que se esgueira à luz do dia,
Da ameaça de quem o pode enxergar.
Por que insiste em patrulhar pelos cômodos,
Como viatura,
Que patrulha ruas desertas,
Me pergunto, Cratura,
É certa essa vida tua?
Você procede com o jeito,
De alguém que insinua,
A desviar-se do caminho,
Vive com jeito de quem se apruma,
A não dizer adeus e debandar.
Só te digo, tenha cuidado,
Cuidado na vida,
Com este teu destino renegado,
Passo em falso na sombra,
Faz ferida dura de curar,
Ainda que à luz do dia.
0 comentários:
Postar um comentário