Gosto do barulho do peido,
Não compreendo, mas vejo graça,
No barulho das pregas contra o vento,
Empurrado com força para fora da calça,
Sorrateiro, me esquivo dos olhos alheios,
Quando em público, controlo a força aplicada,
Para aquele que outrora seria barulhento,
Não transforme minha'legria em perigosa emboscada.
Mas se, por acaso, complicar-me por meio,
De acusa impiedosa aos costumes que tenho,
Deposito a culpa em desavisado companheiro,
Mas se entregue e indefeso, sem desculpas e sozinho,
Encontrar-me julgado por deslize inofensivo,
Hei de questionar tanto alvoroço só por causa de um peidinho.
1 comentários:
muito legal esse soneto.
Postar um comentário