Sentado numa cama,
Com a alma doente,
De tanto esperar,
Quantas noites passei em claro,
Sem poder dar nem um passo,
Acorrentado pelas circunstâncias,
Do meu próprio embaraço,
Levanto insone,
Fumo um cigarro,
Um pigarro meditativo,
Procuranto por algum motivo,
Para não acreditar piamente,
No fracasso que tentaram me fazer acreditar,
Ser o meu destino...
E agora,
Mais um objetivo cumprido,
Da comprida lista de objetivos,
E nada de concreto parece tentar contato comigo,
Abraço a própria sorte,
Esperando não deitar no colo do azar,
Tomo outra xícara de chá,
Calmante,
Sedativo,
Esperando passar por uma noite menos longa,
E cruel,
Me deito na esperança de pegar no sono,
Para que amanhã,
Pelo amor de deus,
Quando o dia raiar,
Eu pare de tatear,
Na completa escuridão.
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