Quase 6 da manhã,
Enquanto penso ser alguém na vida.
Sento torto,
Quase triste,
Por ser tão impreciso.
O sol nasce,
Tão quente quanto as latas de cerveja,
Que me olham mornas,
Um olhar gelado,
Como se, sóbrias, me acusassem,
Por meu estado de embriaguez.
Duvido de mim mesmo,
Tanto quanto intenso,
É o meu desejo de libertação.
Meu último cigarro,
Mentira frequente,
De meus penúltimos desejos,
De dormir e acordar cedo,
Preso,
A uma vida que eu não tenho,
E que nunca me quis pertencer.
Mas de que adianta,
Prometer-se uma vida mais amena,
Se do pouco do que vi no mundo,
Muito pouco mostra valer a pena,
Ter menor intensidade.
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