O sangue custa caro.
Custa a cara e a coragem,
Custa a fissura no berço materno,
E o perdão.
O perdão custa o sangue e a sacanagem,
Custa o curso de uma vida inteira,
A fissura de um vício inteiro,
E as vísceras de um homem e meio,
Entre os meios de se chegar a um lugar incomum,
E as metades sem vergonha,
Dos caminhos meia boca,
Bem escondidos,
Bem sucedidos,
E arrependidos antes da morte.
Salve os quês, por quês e pois certos que sim,
Os burros nágua,
De quem se explica e se expõe,
Ao erro e à incompreensão.
Salve os que por certo não acertaram-se entre os erros sem prestigio,
Em pressupostos perigosos,
Afirmados em voz alta,
Como verdade irrefutável.
A eficácia do egoísmo,
De conceito quebradiço,
Age na noite e no sumiço,
Assim tão pré quanto preciso,
Tão falso quanto é tão narciso,
Tão sadio quanto é doença,
Quanto o crime lhe compensa.
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