sábado, 5 de setembro de 2009

Lazarus

Lazarento,
Filho da puta,
Eu quero é que você tome danoninho,
Todas as manhãs,
Ao som de foda-se.

Lázaro,
Você é esse pote de maionese,
Cheio de cigarros,
Que anima nossa noite,
Feito chuva no sertão.

Lázaro,
Apesar de chover no sertão,
Você está erradão,
Você está Eva Adão,

Não é verdade,
A verdade é uma só,
Você está lá,
Zero,
À esquerda.

É mentira,
Outra vez,
Às vezes eu minto também,
Às vezes tudo é uma mentira,
Acorrente-me Lazarus,
E tire uma fotografia dos nossos pecados,

E registre a grande bosta,
Que é a vidinha azeda,
Com gosto de limão,
Amarga com gostinho de cerveja,

E me faça um favor,
Mande o resto todo,
Em sua totalidade,
Se explodir,

Ser ex,
Por que eu não quero mais,
O resto não tem vez aqui,
Por que o resto é resto,
E que se acabe como as cinzas neste pote de maionese.


Valentina Covarde e Charles Boca Suja

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