sexta-feira, 31 de julho de 2009

Reio

Bota reio no burro sem freio,
Bota galocha pro caso de pisar na bosta,
Por que burro que é burro, carrega nas costa,
A fama mal quista de mula teimosa,
Que não aprende quem manda,
E empaca ou caga enquanto anda.

Bota reio no burro sem freio,
Bota umas rédea que o bicho é ligeiro,
E não deixe que tente fazer casca grossa,
Pois papel de jumento teimoso na roça,
Não é bem vindo nem visto com gosto,
Já que alma de bicho preguiçoso,
Tá mais pra encosto.

Bota reio nesse burro sem freio,
Que acha que a vida é recreio,
Que só come, caga e dorme,
Por mim deixava morrer de fome,
É burro feito porta,
Não leva carga, não puxa carroça,
E se tu monta e crava nas anca as espora,
Quando desce é um coice que vem de resposta.

Ê bicho inútil,
Não serve pra nada,
E incomoda pra burro.

2 comentários:

Jotta disse...

Cara q massa o trocadilho do final!
E q massa o objeto de sua inspiração, parece um mte. de gente q eu conheço e parece mto. comigo tb!

bços

Priscila Ferraz disse...

Fantástico.