Do nada chegaste e do nada te infiltraste,
Cresceste em meus domínios, sem avisos nem piedade,
E agora, que de mim a bel prazer te aproveitaste,
Finge fuga esforçada, como se fosse a tua vontade,
Agora vem e te expressas, exibe o nosso contraste,
Diferenças de pele, de nossa tonalidade,
Em horas imprevisíveis e lugares improváveis,
Como quem quer que todos saibam de nossa inimizade.
E no desespero de extinguir com tod'a dor que me é causada,
De todas as direções dirijo esforços p'ra arrancar-te,
De minha vida, de meu corpo, do inchaço de minh'alma.
Reconheço tua bravura, nunca venço nosso embate,
Precisando conformar-me com a pena destinada,
A mim de saber que tu vais de mim sempre fazer parte.
6 comentários:
um ato de bravura seu esse de palavrear tão belezudamente essas protuberâncias impertinentes, eu diria.
http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/ts6to3xcy9.gif
ver imagem.
esquece a imagem.. ¬¬
Snifffffffffffffff
http://oreduto.blogspot.com/2009/05/resposta-da-espinha-mal-espremida.html
hahahahahaha
Teus sonetos são sempre tão brilhantemente elaborados, Jeanildo. Mesmo abordando temas a primori simplórios à vista de alguns.
Bravo, meu querido! Bravo!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA, genial!
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