domingo, 24 de maio de 2009

Soneto à Espinha Mal Espremida

Do nada chegaste e do nada te infiltraste,
Cresceste em meus domínios, sem avisos nem piedade,
E agora, que de mim a bel prazer te aproveitaste,
Finge fuga esforçada, como se fosse a tua vontade,

Agora vem e te expressas, exibe o nosso contraste,
Diferenças de pele, de nossa tonalidade,
Em horas imprevisíveis e lugares improváveis,
Como quem quer que todos saibam de nossa inimizade.

E no desespero de extinguir com tod'a dor que me é causada,
De todas as direções dirijo esforços p'ra arrancar-te,
De minha vida, de meu corpo, do inchaço de minh'alma.

Reconheço tua bravura, nunca venço nosso embate,
Precisando conformar-me com a pena destinada, 
A mim de saber que tu vais de mim sempre fazer parte. 

6 comentários:

Dielezreh disse...

um ato de bravura seu esse de palavrear tão belezudamente essas protuberâncias impertinentes, eu diria.

http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/ts6to3xcy9.gif

ver imagem.

Dielezreh disse...

esquece a imagem.. ¬¬

Lisiane Cristina disse...

Snifffffffffffffff

Felipe disse...

http://oreduto.blogspot.com/2009/05/resposta-da-espinha-mal-espremida.html

hahahahahaha

Priscila Ferraz disse...

Teus sonetos são sempre tão brilhantemente elaborados, Jeanildo. Mesmo abordando temas a primori simplórios à vista de alguns.

Bravo, meu querido! Bravo!

risoflora. disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA, genial!