terça-feira, 26 de maio de 2009

Soneto do Banheiro Masculino

Era de uso simples, óbvio e até agradável a princípio,
Mas o limiar que existia entre o biológico e o artístico,
Some nas portas e paredes do banheiro masculino,
No manifesto da fissura enrustida pela forma do cilindro,

E a sabedoria professada em versos breves e apressados,
Escritos na surdina umidecida do cubículo apertado,
Afirma que todo infeliz que pisar neste chão mijado,
Tem um gosto duvidoso ou então é filho bastardo.

E quando o pobre do usuário do recinto mal lavado,
Procurar desesperado o que em tal hora é necessário,
Descobrirá ele que às vezes este trono é um calvário,

Pois de tudo que se pode encontrar no sanitário,
De convites ordinários a desenhos obcenos,
Sabe que não haverá de encontrar papel higiênico.

5 comentários:

risoflora. disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA,

esse foi ainda melhor que o outro!

Lisiane Cristina disse...

Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr!Andou em apuros filhão?!.
Você é o máximo para a coruja aqui!
Beijão

Priscila Ferraz disse...

Gênio do meu corê! :*

Jotta disse...

Pois é a inspiração está em todo lugar, já o papel não está nem onde deveria...

Massa

André Maciel disse...

Escreve isso na parede de algum banheiro masculino!